Projeto Expressão Escrita

20 de outubro de 2020 Off Por Nibelle Lira

Felicidade guiada

        No filme “O lado bom da vida”, acompanhamos a jornada do protagonista Pat, que após sofrer com um trauma, tem que lidar com alguns transtornos psicológicos, como dupla personalidade. Esses são bastante comuns hoje, mas olhar para isso de uma forma diferente é essencial para entender que a forma como levamos a vida moderna nos deixa vulneráveis a sofrer com isso.
        O que é importante para você? Deveria ser a pergunta que guia nossas vidas, mas ao contrário disso, seguimos os conselhos “do mundo”, vamos à escola, depois à faculdade, temos um bom emprego, nos casamos, temos filhos e morremos, mas o que realmente nos deixa feliz? Qual o lado bom da vida de cada um? A meu ver, estar ao lado de pessoas que você ama e o amam é importantíssimo, assim como fazer o que gostamos sem ter vergonha dos julgamentos, algo que é bem representado no filme, quando Pat e Tiffany vão a uma competição de dança para profissionais apenas por diversão.
        Talvez, olhar para dentro de si e reconhecer qual a sua felicidade seja melhor, do que fazer as predefinições, e assim, talvez a sociedade sofresse menos com transtornos que surgem dentro de nós mesmos, porque não seguimos o caminho que nos alegra: viver intensamente, enxergar muito mais as coisas boas que as ruins, seguir um pouco do lema do estado de Nova Iorque, bastante citado no longa, excelsior que vêm do latim e significa “sempre acima”, “sempre no topo” ou “mais alto ainda”, para assim termos um raio de esperança nos guiando.

 

Artigo de opinião sobre o filme “O lado bom da vida” produzido pela aluna da 3ª série do Ensino Médio Ana Laura Fontoura de Andrade e orientado pela professora Jordana Joyce Silva Mesquita. 

 

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Pacientes: doença ou ser humano?

   Quem procura atendimento em saúde encontra-se com algum desconforto. Isto já traz à cena: inseguranças, receios, expectativas e muitas dúvidas, as quais os profissionais de saúde precisam estar preparados para acolher. Mas, o avanço da tecnologia médica, o fenômeno da hiperespecialização do conhecimento e os tempos curtos de consulta, contribuíram para ampliar o distanciamento entre profissional e paciente.

      Esta circunstância apresenta-se desde o modelo de ensino estabelecido pelas faculdades de medicina, que com metodologias focadas nos professores, não disponibilizam oportunidades precoces de interação dos estudantes com o futuro ambiente de trabalho. Por isso, muitos doentes estão sujeitos a más condutas médicas, nas quais os profissionais não se sensibilizam perante a situação, e por consequência, admitem uma posição fria, indiferente e distante em relação às dores, tristezas, medos e expectativas do enfermo. Deste modo, não encaram o paciente como uma pessoa, mas como uma doença.      

       De acordo com o filósofo Espinosa, “todos os corpos se relacionam e têm o poder de afetar e de serem afetados, aumentando ou diminuindo a potência de ação do outro”. Assim, quando um encontro potencializa nossa experiência, sentimos alegria, uma paixão alegre. Por outro lado, quando o encontro ameaça nossa própria coerência e diminui nossa energia, isso se configura como uma paixão triste.

      Sob este viés, fica clara a importância de dar a devida atenção e assistência aos pacientes. Para tal, alguns centros passaram a contar com a participação do grupo “Doutores da Alegria”, atores especializados em técnicas que, através de brincadeiras, visam melhorar o ânimo e o estado de alegria dos pacientes internados, acreditando na tese de que a utilização do humor é um recurso fundamental para auxiliar nos tratamentos. 

      Assim, o cenário que aparentemente apresenta-se gerador de sofrimento, onde todos os funcionários e dependentes já chegaram a se conformar com a presença frequente da morte, transforma-se em esperança ao tratar o enfermo como “gente de verdade”.

 

Artigo de opinião sobre o filme “Patch Adams, o amor é contagioso”, produzido pela aluna da 2ª série do Ensino Médio Giulia Moreira Ramos e orientado pela professora Jordana Joyce Silva Mesquita.